Curiosidades sobre a Era Vargas

Hoje, postaremos algumas curiosidades sobre a vida e a morte de Getúlio Vargas

Getúlio Dornelles Vargas nasceu na cidade de São Borja, na região oeste do estado do Rio Grande do Sul. Detalhe: São Borja é a cidade do também ex-presidente João Goulart.

Como boa parte das famílias portuguesas que colonizaram o Rio Grande do Sul, a família Vargas é origem açoriana.

Getúlio prestou o serviço militar, servindo em diversas cidade. A patente mais alto que alcançou foi a de sargento.

Ele era formado em direito. Bacharelou-sem em 1 907 e trabalhou primeiramente como promotor público em Porto Alegre.

Era simpatizante de uma corrente ideológica chamada castilhismo, criada pelo também gaúcho Júlio de Castilhos. O castilhismo pregava a pureza moral dos líderes políticos, o interesse do indivíduo no bem-estar da coletividade e a criação de um Estado forte. Os castilhistas acreditavam na indústria como trampolim da modernização política do Brasil.

Getúlio tinha apenas 1,60 metros e fazia questão de ser fotografado de modo que parecesse mais alto.

Era um incorrigível apreciador de charutos, chegando a fumar oito por dia.

Não era ambidestro, mas costumava fazer muitas coisas com a mão esquerda (erguer copos, segurar chicotes etc).

Getúlio não era uma pessoa muito religiosa. Pelo contrário. Considerava o cristianismo “contra a natureza humana”, e afirmava ser ele “inimigo da civilização”.

Mesmo depois de casado, Getúlio costumava frequentar uma casa de diversões masculinas de Porto Alegre chamada Clube dos Caçadores – ou Centro dos Caçadores. Além de cassino, o clube oferecia mulheres de diversas nacionalidades para o “entretenimento” de seus frequentadores.

Participou da cerimônia de coroação da rainha Elizabeth II, que recebeu de presente um colar e um par de brincos de brilhantes.

O governo de Getúlio entregou a militante política judia Olga Benário ao regime nazista. Foi também responsável pela perseguição de diversos intelectuais, entre eles Monteiro Lobato e Graciliano Ramos.

Getúlio Vargas exerceu a presidência da República em dois períodos: de 1 930 a 1 945 e de 1 951 a 1 954.

O revólver usado por Getúlio para se suicidar foi um Colt calibre 32.  A arma continua em poder da família, passando de geração em geração.

As últimas palavras de Getúlio foram, em carta suicída: “…e saio da vida para entrar na história”.

A morte súbita de Getúlio provocou grande comoção nacional. O velório foi realizado no Rio de Janeiro, então capital federal, e o enterro, em São Borja. A população formou uma longa fila para se despedir do presidente. Houve choro, convulsões, desmaios e tumultos. Calcula-se em mais de 100 mil o número de pessoas que acompanhou o velório.

1. Getúlio tinha 1,60 metro e detestava sua altura — por isso, os fotógrafos oficiais eram obrigados a usar um truque para tentar mostrá-lo maior do que era.

2. Antes de chegar à presidência, ele foi ministro da Fazenda de Washington Luís, presidente que o depôs e o mandou para o exílio.

3. Em 1934, circulava em Belo Horizonte a “Revista de Minas”. Quando chegou a notícia de que Getúlio havia escolhido Virgílio de Melo Franco para governador, os editores fizeram a seguinte chamada de capa: “Virgílio, o governador”. Na manhã da circulação, veio o desmentido. O indicado, na verdade, fora Benedito Valadares. A “Revista de Minas” não podia mais mudar a capa. Fizeram um carimbo enorme, na medida da manchete, e chancelaram embaixo: “do coração dos mineiros”.

4. Em 1936, Getúlio entregou a alemã Olga Benário, mulher do líder comunista Luís Carlos Prestes, ao governo de Hitler. Judia e comunista, Olga morreu na câmara de gás de um campo de concentração, em 1942.

5. O presidente era chamado de Pai dos Pobres.

6. Durante o Estado Novo, Vargas determinou que as repartições públicas tivessem um retrato do Presidente da República na parede. Em 1945, Getúlio Vargas foi deposto e suas fotos foram retiradas. Reeleito em 1950, os retratos voltaram. Isso inspirou uma música de muito sucesso, feita em 1951. “Retrato do velho”, de Haroldo Lobo e Marino Pinto, foi interpretada por Francisco Alves. Getúlio detestou ser chamado de velho. Conheça a letra:

Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorriso do velhinho
Faz a gente trabalhar, oi!

Eu já botei o meu
E tu não vais botar?
Já enfeitei o meu
E tu vais enfeitar?

O sorriso do velhinho
Faz a gente se animar, oi!

7. Em 1953, Getúlio foi convidado para a cerimônia de coroação da rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Como presente, ele lhe entregou um colar e um par de brincos. O colar pesava 300 gramas, com 10 águas-marinhas de 120 quilates e 647 brilhantes.

8. Getúlio sofria de artrite.

9. Ele gostava de jogar golfe na companhia de amigos. Para isso, dispunha de tacos fabricados na Inglaterra e todas as bolas tinham impresso em vermelho o seu nome.

10. Getúlio se considerava “pouco supersticioso”. Ele dizia ter simpatia apenas pelo número 13.

 

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Momentos da Era Vargas

A Era Vargas, que teve início com a Revolução de 1930 e expulsou do poder a oligarquia cafeeira, que se dividi em três etapas: o Governo Provisório, Governo constitucional e  o Estado novo.

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Revolução de 1930

Até 1930, prevalecia a República Velha. Como característica principal centralizava o poder entre os partidos políticos e a conhecida aliança política “café-com-leite” (entre São Paulo e Minas Gerais), a República Velha tinha como base a economia cafeeira e, portanto, mantinha fortes vínculos com grandes proprietários de terras.

De acordo com as políticas do “café-com-leite”, existia um revezamento entre os presidentes apoiados pelo Partido Republicano Paulista (PRP), de São Paulo, e o Partido Republicano Mineiro (PRM), de Minas Gerais. Os presidentes de um partido eram influenciados pelo outro partido, assim, dizia-se: nada mais conservador, que um liberal no poder.

 

Governo provisório (1930 – 1934).

Diante da importância que os militares tiveram na estabilização da Revolução de 30, os primeiros anos da Era Vargas foram marcados pela presença dos “tenentes” nos principais cargos do governo e por esta razão foram designados representantes do governo para assumirem o controle dos estados, tal medida tinha como finalidade anular a ação dos antigos coronéis e sua influência política regional.

Esta medida consolidou-se em clima de tensão entre as velhas oligarquias e os militares interventores. A oposição às ambições centralizadoras de Vargas concentrou-se em São Paulo, onde as oligarquias locais, sob o apelo da autonomia política e um discurso de conteúdo regionalista, convocaram o “povo paulistano” a lutar contra o governo Getúlio Vargas, exigindo a realização de eleições para a elaboração de uma Assembléia Constituinte. A partir desse movimento, teve origem a chamada Revolução Constitucionalista de 1932.

Governo Constitucional (1934 – 1937)

Nesse segundo mandato, conhecido como Governo Constitucional, a altercação política se deu em volta de dois ideais primordiais: o fascista – conjunto de ideias e preceitos político-sociais totalitário introduzidos na Itália por Mussolini –, defendido pela Ação Integralista Brasileira (AIB), e o democrático, representado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), era favorável à reforma agrária, a luta contra o imperialismo e a revolução por meio da luta de classes.

A ANL aproveitando-se desse espírito revolucionário e com as orientações dos altos escalões do comunismo soviético, promoveu uma tentativa de golpe contra o governo de Getúlio Vargas. Em 1935, alguns comunistas brasileiros iniciaram revoltas dentro de instituições militares nas cidades de Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).    Devido à falha de articulação e adesão de outros estados, a chamada Intentona Comunista, foi facilmente controlada pelo governo.

Getúlio Vargas, no entanto, cultivava uma política de centralização do poder e, após a experiência frustrada de golpe por parte da esquerda utilizou-se do episódio para declarar estado de sítio, com essa medida, Vargas, perseguiu seus oponentes e desarticulou o movimento comunista brasileiro. Mediante a “ameaça comunista”, Getúlio Vargas conseguiu anular a nova eleição presidencial que deveria acontecer em 1937. Anunciando outra calamitosa tentativa de golpe comunista, conhecida como Plano Cohen, Getúlio Vargas anulou a constituição de 1934 e dissolveu o Poder Legislativo. A partir daquele ano, Getúlio passou a governar com amplos poderes, inaugurando o chamado Estado Novo.

Estado Novo (1937 – 1945)

Sob o pretexto da existência de um plano comunista para a tomada do poder (Plano Cohen) Vargas fechou o Congresso Nacional e impôs ao país uma nova Constituição, que ficaria conhecida depois como “Polaca” por ter sido inspirada na Constituição da Polônia, de tendência fascista.

O Golpe de Getúlio Vargas foi organizado junto aos militares e teve o apoio de grande parcela da sociedade, uma vez que desde o final de 1935 o governo reforçava sua propaganda anti comunista, alarmando a classe média, na verdade preparando-a para apoiar a centralização política que desde então se desencadeava. A partir de 1937, Vargas impôs a censura aos meios de comunicação, reprimiu a atividade política, perseguiu e prendeu seus inimigos políticos, adotou medidas econômicas nacionalizantes e deu continuidade a sua política trabalhista com a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), publicou o Código Penal e o Código de Processo Penal, todos em vigor atualmente. Getúlio Vargas foi responsável também pelas concepções da Carteira de Trabalho, da Justiça do Trabalho, do salário mínimo, e pelo descanso semanal remunerado.

O principal acontecimento na política externa foi a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial contra os países do Eixo, fato este, responsável pela grande contradição do governo Vargas, que dependia economicamente dos EUA e possuía uma política semelhante à alemã.  A derrota das nações nazi fascistas foi a brecha que surgiu para o crescimento da oposição ao governo de Vargas. Assim, a batalha pela democratização do país ganhou força. O governo foi obrigado a indultar os presos políticos, além de constituir eleições gerais, que foram vencidas pelo candidato oficial, isto é, apoiado pelo governo, o general Eurico Gaspar Dutra.

A Primeira República retratada em filmes.

Guerra de Canudos-(1997)

 

Guerra de Canudos

 

Em 1893, Antônio Conselheiro (José Wilker) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande demais para a República, que acabara de ser proclamada e decidira por enviar vários destacamentos militares para destruí-los. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defendiam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Assim, em 1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos são vistos pela ótica de uma família com opiniões conflitantes sobre Conselheiro.

 

Abril Despedaçado-(2002)

 

 

Abril Despedaçado é  inspirado no livro homônimo do escritor albanês Ismail Kadaré. Ajustado para o sertão nordestino dos anos 20 e gravado  em Ibotirama (BA), o filme narra a rivalidade entre duas famílias locais cujos membros juram vingança e travam duelos que se eternizam ao longo de gerações. Tonho (Rodrigo Santoro), filho do meio da família Breves, é forçado pelo pai (José Dumont) a vingar a morte do seu irmão mais velho, vítima de uma luta ancestral entre famílias pela posse da terra. Se cumprir sua missão, Tonho sabe que sua vida ficará partida em dois: os 20 anos que ele já viveu e o pouco tempo que lhe resta para viver. Ele será, então, perseguido por um membro da família rival, como dita o código da vingança da região. Aflito pela perspectiva da morte e provocado por seu irmão menor, Pacu (Ravi Ramos Lacerda), Tonho começa a se perguntar sobre  a lógica da violência e da tradição. Em meio a confusão de idéia e sentimentos, aparece um pequeno circo itinerante na região onde mora, complementando novos elementos à narrativa.

Deus e o Diabo na Terra do Sol- (1964)

 

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Manuel (Geraldo Del Rey) é um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta  pelo coronel Moraes (Mílton Roda) e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido por jagunços, o que faz com que fuja com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães). O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião (Lídio Silva), que promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Porém ao presenciar a morte de uma criança Rosa mata o beato. Simultaneamente Antônio das Mortes (Maurício do Valle), um matador de aluguel a serviço da Igreja Católica e dos latifundiários da região, extermina os seguidores do beato.

 

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-91057/

 

Manifesto Artístico 1922

Você sabe o que são oligarquias?

Oligarquia “governo de poucos” que designa um sistema político no qual o poder está concentrado em um pequeno grupo pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico.

A Primeira Republica Brasileira, um período de 1889-1930 foi marcado por oligarquias espalhadas por todo o país. Esses pequenos governos centralizados se instalavam no meio rural, destacando-se nas oligarquias cafeeiras. Como visto anteriormente no blog, as relações de poder poderiam se variar e complementar em: Coronelismo, Mandonismo e Clientelismo.

O Brasil, agora independente de Portugal, não cortava seu cordão umbilical com o continente europeu. A elite brasileira, muitas das vezes composta pelos oligarcas, via na cultura, politica e economia Europeia o tão sonhado “Ordem e Progresso.” Contudo o cenário popular são chegava nem perto aos moldes do continente natal da família de Dom Pedro II. Uma população analfabeta e reprimida, que sentia na pele os vestígios de uma sociedade classista, mantendo-se calada e imoveu.

Contudo a repensão do manifesto popular foi entrando em declínio, até surgir a necessidade demasiada de um povo que precisava ser ouvido, ou visto. Surgiu assim a Semana de Arte Moderna, ocorrida em 13 a 17 de fevereiro de 1922, marco de expressão e voz de um povo recém acordado. Foi a critica de um Brasil que reproduzia a arte, cultura e estilo de vida europeu. Artistas como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Villa Lobos, traziam em sua arte o cotidiano real de um povo trabalhador, de um povo brasileiro. Foram 4 dias decisivos para o manifesto, a arte, e a sociedade do país.

A Semana de Arte Moderna foi um grito de desespero, necessário para voltar os focos para dentro das raízes brasileiras, sendo nas artes plasticas que traziam as cores e formas de uma cultura afro-brasileiras, na música e ginga trazida pelo samba ou no artesanato indígena. Era tempo de holofotes no cotidiano do povo brasileiro, das áreas esquecidas e muitas das vezes apagadas.

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PAULICEIA DESVAIRADA

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Mário de Andrade, Pauliceia Desvairada – 1922

Mário de Andrade, Pauliceia Desvairada faz uma análise do provincianismo e da sociedade paulista do começo do século XX. Anos mais tarde, na conferência “O Movimento Modernista”, o escritor definiu o livro como “áspero de insulto, gargalhante de ironia”.

Entre outros aspectos, Pauliceia Desvairada surgiu em um cenário de mudanças em São Paulo, que ganhava uma paisagem cada vez mais urbana e menos rural. Além disso, naquele período teve início o processo de explosão demográfica na cidade e a chegada dos imigrantes de diversos países.
Durante a Semana de Arte Moderna de 1922, um dos poemas de Pauliceia lidos ao público foi Ode ao Burguês.

 

Portanto, os artistas estavam dizendo que o Brasil precisava mudar, que a república brasileira precisava ser reformulada porque não atendia aos interesses da população. Esta mudança iria acontecer durante o processo eleitoral de 1930, que traria consigo um golpe de Estado que colocaria fim à República Velha e estabeleceria Getúlio Vargas no poder. Este é o tema de nosso último vídeo sobre a República Velha.

 

UM GOLPE CONHECIDO COMO PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Há 127 anos, no dia 15 de novembro de 1889, o Brasil deixava de ser império e passava a ser uma república federativa. Ao contrário do que muitos pensam, a proclamação da república foi um golpe de Estado (conduzido pelo militar Marechal Deodoro da Fonseca) e com pouca participação popular.

Ficou curioso e quer saber mais sobre essa história?

Confere aí: http://ahistoriacomoelafoi.blogfolha.uol.com.br/2015/11/15/por-que-proclamacao-da-republica-e-nao-golpe/

INDICAÇÃO DE LEITURA: 1889 por Laurentino Gomes

MANDONISMO, CORONELISMO E CLIENTELISMO

CORONEALISMO

 

Coronelismo foi um sistema que ficou conhecido durante a República Velha, onde os coronéis (ricos fazendeiros) eram os principais responsáveis por comandar o cenário político do país.

Também conhecida como a “República dos Coronéis” ou “República dos Oligarcas”, a República Velha (1889 – 1930) foi o primeiro modelo republicano aplicado no país após a independência do Brasil.

Naquela época, a economia nacional ainda era bastante concentrada na produção rural e os grandes fazendeiros, que já eram financeiramente bastante influentes, compravam títulos militares para ampliar os seus poderes, principalmente sobre a política e tomada de decisões que afetavam diretamente a vida dos cidadãos mais pobres.

Assim, esses “coronéis” representavam um respeitável papel autoritário nas regiões que controlavam, influenciando diretamente na vida dos habitantes dessas localidades que, por sua vez, deviam obediência e lealdade aos fazendeiros para qual trabalhavam.

Com a Revolução de 1930 o coronelismo começa a perder o seu poder no país, graças a campanha liderada pelo presidente Getúlio Vargas de combater este sistema autoritário.

Outro fator que ajudou a determinar o fim do coronelismo foi o aumento do êxodo rural, que levou milhares de pessoas a abandonarem a vida no campo e partir para os grandes centros urbanos em desenvolvimento.

Esse sistema político específico da 1° República, mas não existiu antes dessa fase e não vai existir depois dela. Ele é datado historicamente. Surgiu da influência conjunta entre um fato político (o federalismo implantado pela República) e uma conjuntura econômica específica.

 

coronelismo

 

 

MANDONISMO

 

Mandonismo é um brasileirismo, usado em ciência política, filosofia e sociologia, para definir uma das características do exercício do poder por estruturas oligárquicas e personalizadas, ao longo da História do Brasil e que equivale, na literatura hispânica, ao chamado caciquismo.

O mandão – um potentado, chefe, ou coronel – é o indivíduo que, de posse do controle de recurso estratégico, como a propriedade da terra, adquire tal domínio sobre a população do território sob seu domínio que a impede de exercer livremente a política e o comércio.

Historicamente o mandonismo está presente no Brasil desde os primórdios da colonização como caractere da política tradicional, com tendência a desaparecer à medida que as conquistas da cidadania avançam.

 

 

mandonismo

 

 

CLIENTELISMO

 

“O clientelismo de modo geral, indica um tipo de relação entre atores políticos que envolve concessão de benefícios públicos , na forma de emprego, benefícios fiscais, isenções, em troca de apoio político, sobretudo na forma de voto. Este é um dos sentidos em que o conceito é usado na literatura internacional (Kaufman, 1997). Clientelismo seria um atributo variável de sistema político macro e podem conter maior ou menor dose de clientelismo nas relações entre atores políticos. Seu conteúdo varia ao longo do tempo, de acordo com os recursos controlados pelos atores políticos, em nosso caso pelos mandões e pelo governo.”

 

clientelismo

 

 

Fontes de Pesquisa:

https://www.significados.com.br/coronelismo/

https://historiainterativa.wordpress.com/2014/01/30/diferenca-entre-os-conceitos-de-coronelismo-mandonismo-e-clientelismo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mandonismo

revista de dados vol.40 no.2 Rio de Janeiro 1997 (José Murilo de Carvalho)

A Naturalização do Processo Nazista e Autoritário

      O Nazismo e o Facismo são movimentos políticos e filosóficos que faz prevalecer os conceitos da nação e raça, sobre os valores individuais, sendo representado por um governo autocrático, centralizado na figura de um ditador. O facismo se iniciou no entre guerras e retorna em vários outros momentos com diversos modelos. Um exemplo, é o nazismo, que se desenvolveu na Alemanha, sob liderança de Adolf Hitler entre 1939 à 1945. O nazismo, pregava a superioridade da raça ariana e o processo de naturalizaçao ocorreu através das artes de das propagandas.
O professor Daniel Diniz, solicitou que assistíssemos o documentário: “Arquitetura da destruição” e a partir de tal, construíssemos um outro documentário. Os grupos Retrospecta e História, se juntaram e produziram um novo, chamado: “A naturalizaçao do processo nazista e autoritário ao longo do tempo” disponível no link logo abaixo.
Para a realizaçao, contamos com a ajuda do professor doutor Guilherme Maciel, professor de História do IFMG,  que nos orientou.

O documentário se encontra no Youtube, em:

Revolução Russa

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A Revolução Russa aconteceu no século XX,  a Rússia era um país de economia atrasada e era totalmente dependente da agricultura, pois sua maior parte da economia estava concentrada no campo, ela era considerada um país atrasado em relação aos demais.

A modernização da sociedade russa aconteceu de forma diferente  das sociedades capitalistas da Europa Ocidental. Em vez de ser constituída uma sociedade industrializada baseada pela  burguesia, é beneficiada pela propriedade privada dos meios de produção, foi um processo de industrialização e modernização social cujo centro era o Estado.

Czar era o governante do país, ele possuía poder absoluto, ou seja, todos estavam sujeitos a ele, inclusive a Igreja Católica Ortodoxa.  Ele tomou como providência abolir a servidão, vender as terras aos camponeses e mandou ocupar novas áreas agrícolas, isso trouxe benefícios para o país que cresceu e se tornou exportador de grãos, favorecendo o aumento da população,mas houve algumas consequências graves, que foram a dificuldade de se encontrar emprego e a baixa produtividade agrícola o que gerou fome e revolta.

Em 1904 a Rússia se envolveu em uma guerra contra o Japão. O conflito atrapalhou a economia, dificultando a situação dos operários e camponeses. A humilhação da derrota provocou os ânimos contra o czar. Logo após um ano, os habitantes saíram em um protesto a fim de entregar um abaixo-assinado ao Imperador pedindo melhoras nas condições de vida e a instalação de um parlamento. O imperador contestou com um massacre impulsionado por suas tropas, aumentando ainda mais a revolta do povo.

A maior parte da oposição era socialista e tinham como base nas ideias de Karl Marx, eles tinham convicção que todos os problemas do país só acabariam se o capitalismo fosse derrubado o e o comunismo fosse estabelecido.

Os comunistas se dividiam em dois grupos que eram os Bolcheviques  que queriam derrubar o czarismo pela força, com a liderança de Lênin, o segundo grupo eram os Mencheviques que queriam implantar o socialismo através de reformas moderadas.

O governo de Czar foi derrubado, e com isso governo provisório assumiu o poder. Ele adotou algumas medidas, dentre elas, Anistia para presos políticos, liberdade de imprensa e também a redução da jornada de trabalho para 8h.

A elite ficou feliz em ser beneficiada, porem não houve uma boa aceitação pelos camponeses, pois queriam terras e  os operários queriam melhores salários.

Os bolcheviques, tiveram a oportunidade de serem os porta-vozes de todas essas reivindicações.

Com tudo isso surgiram os sovietes  que eram organizações políticas que nasceram no centro das camadas populares eles  representavam os interesses dos trabalhadores.

Vemos como toda a historia da revolução russa, entre tantos conflitos eminentes  que os operários foram proibidos, sob ameaça de morte, de fazer greve ou mudar de emprego. Apesar disso, as propostas de Stálin foram alem de almejada, alcançadas e a União Soviética passou por um processo de modernização e industrialização. Porém, o totalitarismo implantado por Stálin na URSS mantinha controle sobre a imprensa e a cultura em geral.

5 mudanças na Europa a partir da Primeira Guerra Mundial

Com o fim da guerra, em 1918, muitas mudanças ocorreram, não só políticas, mas também geográficas: 4 impérios deixaram de existir, além do surgimento de vários países. Conheça as 5 maiores mudanças no mapa europeu após a Primeira Guerra Mundial.

1- Império Britânico

Os britânicos permaneceram neutros nos meses iniciais da Primeira Guerra Mundial, mas acabaram entrando no conflito quando a Alemanha invadiu a Bélgica. Os domínios do Império Britânico participaram da guerra ao lado da Inglaterra, mas o esforço financeiro para sustentar a vitória diminuiu muito seu poderio industrial e militar, enfraquecendo sua representatividade.

2- Império Turco Otomano

O governo dos Jovens Turcos tinha um tratado secreto com a Alemanha contra a Rússia, o que os incluía no lado da Tríplice Aliança. Após a guerra, o Tratado de Sèvres, assinado entre os Aliados e o Império Otomano em 1920, desmantelou o império de uma vez por todas. Além dos territórios do Oriente Médio, todos os territórios turcos na Europa foram entregues à Grécia, com a exceção de Constantinopla.

A república da Turquia foi formada após a guerra de independência turca. Hoje são 40 novos países criados a partir daquele antigo Império Turco Otomano.

3- Império Alemão (ou Império Prússio)

Além da grande perda de seus domínios, a Alemanha também precisou pagar indenizações por sua responsabilidade pela guerra, o que causou uma séria crise econômica no país. Tais acontecimentos contribuíram para a ascensão nazista ao poder alemão e, consequentemente, para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

4- URSS

Durante o conflito, a Rússia perdeu muitas terras e viu metade do seu efetivo militar morrer. O país sofreu com uma paralisação da indústria, que acarretou a diminuição da produção agrícola e, consequentemente, uma inflação generalizada.

A Revolução de Fevereiro (que no calendário ocidental ocorreu em março de 1917) derrubou o Czar e estabeleceu uma república. Depois, na Revolução de Outubro (novembro, no nosso calendário), o Partido Bolchevique tomou o poder e impôs o governo socialista soviético. Uma das prioridades do novo governo foi a retirada da Rússia da guerra, e daí a assinatura do Tratado de Brest-Litovsk, em 1918. Com o tratado, a Rússia abriu mão de territórios, formando novos países: Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Bielorrússia e Ucrânia (os dois últimos, porém, passaram a integrar a recém formada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).

A URSS se movem duranto cenário político mundial, fazendo com que posteriormente o globo se bipolarizaria.

5- Império Austro-Húngaro

No final da Primeira Guerra, quando já estava claro que a Tríplice Entente venceria, os grupos étnicos que queriam mais direitos e autonomias passaram a exigir independência. Surgiram vários estados sucessores: a Áustria e a Hungria se tornaram repúblicas separadas, com parte de seus territórios transferidos para países vizinhos, como a Transilvânia, que passou a fazer parte da Romênia. Também surgiram a Tchecoslováquia e a Iugoslávia (tomando o território que pertencia à Sérvia e Montenegro). A Albânia passou a fazer parte do mapa, em uma região que continuou vivendo conflitos muito depois da Primeira Guerra.


As consequências da Primeira Grande Guerra são reconhecidas como drásticas, sendo culpabilizada por toda a tragetória global e sua organização territorial e política. A consolidação dos Estados Unidos como grande potência, o nascimento do Nazismo e a bipolarização do mundo foram apenas alguns fatores que se desenvolveram dentro desse meio.

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